brotei-me
assustado como uma
flor silvestre
e, intimamente ferido
no dentro do sonho
de alguma noite fria em mim.
brotei-me em flor e rabiscos
em espaços, luz e dor.
a violência dos homens
é mesmo uma questão de amor
nos longes de mim
nesses espaços interstícios
de minha fome, não há cor.
desejo dias melhores para o meu povo
risos e pães fartos à mesa
uma sombra junto á bananeira
e se deus me permitir uma mais delicadeza
haja flores em canteiros
para que brote , lindo
o meu povo.
meu povo precisa de flores e só!
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