
Antes,
eu era jardineiro
e vivia a vida
podando rosas
e limpando quintais inteiros
[e o sol batia forte na cabeça
e só minha sombra contemplava a beleza
dos roseirais]
Depois,
virei psicólogo
e continuava
a podar rosas
tão envoltas em seus monólogos
[não havia mais sol, nem escuridão
só uns olhos assustados na solidão
dos roseirais]
Hoje,
sou poeta
e, só recolho
as rosas caídas
dos sonhos que o amor secreta
[faço o sol, invento a dor, germino
cuido bem das palavras e me termino
como os roseirais]
Só há imensidão no incognoscível vão entre os roseirais!

adorei!
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