nas encruzilhadas étnicas
em que repouso minha face
enquanto durmo,
- aos sóis de meu país,
enluarado de meu povo -,
sonho com um samba-novo
que nos reaviva a paz.
metáforas de rodas,
festejos,
algumas memórias,
cantigas de canaviais.
que interpenetram nas fábricas,
nas construções,
que sejam passados pelos celulares
como mensagens subliminares
pelos mêntruos de minha nação.
quero um samba-novo
que paire sobre os intervalos
das escolas
compostas pelos poetas populares
e, que seja também de trovas
folias-de-reis, rappers
e eletro-music
que liguem as teias sutis de minha canção
pra que a poesia não seja só distração
pra que haja ventos e sóis em toda parte
eu sonho com um samba-novo
fora das academias, mas nas ruas
cujos sonetos possam ser livres
como a vida
e eu não haja mais escravidão
sonho com um samba-novo
nascido em cada casa
fruto das alcunhas de suas linhagens
inventando sempre novas linguagens
e novos jardins
nas encruzilhadas éticas
em eu me fiz

Thiago, belíssimo poema: a poética libertária num manifesto pela liberdade... amo de paixão teu versejar... abraços com ternura, Jorge
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