sábado, 27 de novembro de 2010

O AMOR

Aprendi a falar de amor com as flores e os pássaros
ao diálogo fonético imperceptível que se acariciam;
com um enxame de abelhas que o dulçor produziam
e com o bailar dos trigais ao som dos ventos mágicos.

Aprendi a reconhecer o amor nas primaveras
quando a terra se enfeita em flor p´ra recebê-lo;
e a confiar no amor feito a ovelha e o novelo
aquecendo o mundo, o frio... e ser nudezas.

Aprendi a gostar de amor, foi com meu pai
que mesmo ante aos temporais de sangue e dor
morreu amando, amando e amando mais...

E eu quero amar, sentir o mundo todo em flor
e, pássaro eu, o adocicar e a proteger do frio
pois não há nada maior que ser, de si, em si, amor.

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