segunda-feira, 21 de março de 2011

BURACO NEGRO

meus
olhos saltam pelo vento
e atropelem o vento
a árvore e alguma luz.
saliva o leite
sonho de yemanjá.
cheira o ocre
dos meninos nos sinais
toda a história
lambem o ventre
das freiras
e auxiliam os japoneses
minhas sardas pixam quadros
e muros
orbitas e sertões
meus
olhos saltam pelo vento
e me agradam pelo
que não conheço.
ouço o desconhecido
respiro uma outra luz
e invento

nova vida.

Um comentário:

  1. Thiago Luis, uma poesia da fronteira... o limite; a vida a ser inventada na paixãoe na ternura de um doce inovação.
    Abraços com ternura, Jorge

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